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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Reis de São Sebastião na Granginha - 2012

08
Jan12

Este ano o "nabueiro" e a geada, foram os primeiros a receber o grupo que veio à Granja! Embora estivesse um frio de rachar, os valentes já vinham com a voz quente do Cando...

Logo à chegada tiveram uma recepção com curiosidade pelo casal recém-regressado à terrinha  o João da Ti'Oilnda e a Julieta.  

O João talvez não se lembra-se quando ouviu pela última vez os  reis e a sua donzela não conhecia a tradição, mas gostou de ouvir e quis saber a sua origem!

A curiosidade manifestada  devia ser exemplo para muitos novos residentes, que se escondem atrás dos seus altos portões, fugindo a qualquer abordagem...

De seguida o grupo dirigiu-se à Capela da Granjinha, onde aqui os reis são "dobrados".

Depois da ida ao Campo, o grupo seguiu viagem até à Casa Nova e abandonou a Granjinha em direcção ao Bairro do Marinheiro, Bairro dos Gafos até à estrada de Vale de Anta ao encontro do grupo que vinha da Abobeleira, para em conjunto cantarem na sede de freguesia.

já temos alguma luz...

30
Nov11

 

Depois de muitos dias sem luz na via pública, e de esforços às diversas entidades, parece que o portal "A minha Rua", deu uma ajuda na resolução de parte do problema. Ou então terá sido mera coincidência...

 

 
 

Ocorrência

 

Local

spacerVila Real » Chaves » Vale de Anta   

Falta de iluminação na aldeia

Morada: R. da Amoreira - Granjinha
Submetido
António Cruz
a_cruzgranja@hotmail.com
11/11/2011
rua da amoreira sem luz, com falhas na restantes ruas

 
Observações:
 
<input ... > comentar |  comentários (2)

Comentários

 

spacerdado que já foi comunicado, inclusivé comunicado ao presidente da junta e nada foi feito, recorrer à "A Minha Rua", foi uma forma de reforçar o pedido. Não sei bem a quem recorrer, e uma vez que no site faz refer~encia à iluminação pública, achei que algo podia ser feito. Afinal estamos na mesma! De qualquer forma obrigado pela resposta, pois há entidades que não a dão!

Anónimo  |  14-11-2011 |  20:01 | 

spacerDado que a conservação da rede de iluminação pública é da responsabilidade da EDP - Distribuição, S.A., deverá ser comunicada a avaria para os telefones disponiveis pela empresa, que normalmente acompanham a factura, é gratis e a ocorrência é registada no sistema de avarias da empresa. Telefone: 800 506 506. No entanto, comunicaremos esta situação à EDP - Distribuição, S.A. Local.

Anónimo  |  14-11-2011 |  14:10 | 
 

Pensava eu...

13
Jun11

Pensava eu, quando o saneamento chegou à Granjinha, que através das valas abertas para o efeito, pelo menos na zona do "casco antigo" os fios eléctricos seriam enterrados, os postes removidos e a iluminação pública substituída de acordo com o monumento existente. Talvez um primeiro passo para valorizar a aldeia da Granjinha de acordo com o seu legado histórico!

 

Foi feita a sugestão mas seria difícil...a justificação foi e será sempre a falta de recursos, e desculpas que só convencem quem as dá ...

Os moradores existentes no núcleo antigo não decidem eleições, principalmente quando lá moram dois Gatos Pingados. Por isso tudo que por lá se faz é sempre com um certo desdém, quando não se pode adiar mais, ou para calar alguém...

Que eu me lembre nada foi feito nesta aldeia, por iniciativa dos poderes instalados, seja Pedro ou Paulo!

Luz, estrada, água, saneamento, só depois de muito "barulho" e promessas incumpridas...

A aldeia e sua História mereciam algo mais. Já sabemos que quem decide precisa de ter sensibilidade para determinadas matérias. Ruínas Romanas (colunas, capitéis, mosaico romano (único no concelho de Chaves), aras, construções romanas), estelas funerárias,  Capela Românica, em qualquer local do país seriam motivo de reflexão pelo menos entre os órgãos autárquicos.

O local merecia um pequeno núcleo museológico, que pelas características não seria muito oneroso. Mas...

 

Mas não indo tão longe, convinha tentar não agredir o local e preservar o que ainda transmite.  Em cada esquina ou recanto um pouco de História !

   

 

Surgiu agora a EDP, após alguns meses de se terminar o saneamento e substituiu todo o sistema de transporte de linhas eléctricas e a localização dos postes eléctricos. Qual não é o espanto, que em vez de reduzir o impacto na parte mais antiga, nomeadamente junto à Capela Românica de postes e fios eléctricos, esse impacto foi reforçado, bem como tornou mais difícil a circulação de veículos e pessoas na rua central da Aldeia.

Falta de comunicação entre entidades ? ou o motivo do costume...

 

Sucede, que após abordagem à empresa encarregada da obra sobre o grau de dificuldade, ou da possibilidade de cabos eléctricos subterrâneos, a resposta foi pronta, nada difícil, apenas ninguém responsável abordou nesse sentido!!!

 

Estórias da Granginha...

16
Mai11

 

“A Ribeira da Granginha”

  

Naquele mês de Julho dos anos cinquenta, o calor do Verão transmontano apertava mais do que o costume.

Aldrabando a hora da sesta, a Hermínia (sempre pronta para a brincadeira, e a fazer de D’Artagnan), mai-los três gandulitos da Aldeia, juntaram-se debaixo da amoreira gigante, lá no fundo do “Campo”.

Ao calor daquela tarde de Verão juntou-se-lhes o calor do entusiasmo de irem dar um mergulho no rio.

A Hermínia ficou, para despistar a mãe Teresa e a avó Conceição.

Da “Sobreira” até à “Ribeira da Tia Maria do Campo” foi sempre a descer.

E os seus passos largos eram dados com mais rapidez do que o galope dos burros do Ti ‘António Guarda, quando os vergastava para subirem o “Campo”, desde a fonte até ao palheiro, lá no cimo, no caminho de quem vai para “Vale Coelho”.

Chegados à Ribeira, encostadinha ao rio Tâmega, antes da Estação de Curalha, ficam em pelota e tomam conta daquela piscina olímpica, que consideravam sempre sua, só por estar em frente à vinha e ao campo de melancias da Tia Maria do Campo.

Mergulhavam e apanhavam à mão uns escalos e umas bogas.

O Júlio era o mais «águia» a nadar. Era o único que conseguia atravessar, de lado a lado, debaixo de água. Nem uma lontra lhe ganharia!

Ali, a Ribeira, era pouso dos “três mosqueteiros”, no tempo das melancias, na vindima e no tempo do rebusco.

O regresso era feito com a mesma festa da ida. Só que o passo largo da descida passava a passo estreito na subida, e o galope dos burros da Tia Quinhas, que eram os mesmos do Ti’António Guarda, ficava substituído pelo passo pausado dos bois do Tio Quim quando, à noitinha, regressavam da fonte para a corte.

Para disfarçar o cansaço, atiravam umas pedritas aos pássaros, entretinham-se a cercar os lagartos e lagartixas, paravam para mostrar, uns aos outros, o lugar por onde passou um lobo, ou atravessou uma raposa, ou, ainda, por onde se «raspou» um “vestigo”.

E inventavam histórias de moinantes e de ladrões; de mouros e contrabandistas; e de aventuras dos Portugueses por esse mundo fora.

No cimo da “Aberta da Ti’Aurora” era o território do Bicho-da-Unha ou Lacrau.

Com os «palhitos» roubados da caixa com que lá em casa se acendia a lareira, guardadinhos numa «caixa de fósferos» deitada fora pela mãe Teresa ou pela Avó São, e que a Hermínia estava sempre pronta para apanhar e oferecer como troféu ao “Marthos”, “Julithos” e “Luisarmis”, acendiam uma fogueirita para onde lançavam os lacraus, na expectativa de comprovarem a heroicidade destes, que espetavam a unha do veneno no próprio corpo para encurtar o sofrimento semelhante ao das almas «nas profundezas dos infernos»!

Como grande nadador que era, o “Julithos” conseguiu atravessar o Atlântico.

O “Marthos” montou tenda na Terra Quente, ali ao lado, a fiscalizar as contas da vida.

O “Luisarmis” cumpriu missão na “Cabeça da Cobra”, e, com o coração dorido, chora de saudade, pelas praias da Senhora d’Ajuda.

A Ribeira da Granginha!

 

 

Luís da Tia São

 

a casa nova...

08
Abr11

Quem se dirige à Granjinha, pelo alto da forca, subindo a ladeira das "carvalhas", surge agora um bairro novo.

Há uma década atrás, apenas existia a casa da "Quinta do Alfredo das Curadoras ", o lugar já era conhecido pela casa nova!

A Quinta foi vendida e recuperada e agora é mesmo nova...